08.07.2011
Os desafios dos treinamentos à distância
O Diretor Sérgio Barreto e a coordenadora Regina Minini falam das particularidades desse modelo.
O Ometz Group vive hoje uma nova realidade. Já não ensinamos inglês apenas em sala de aula, mas também via satélite, à distância, por meio da Wise4U. Com essa nova realidade, surgem também novos desafios. E é sobre isso que o Diretor Sérgio Barreto e a coordenadora Regina Minini falam hoje.
De acordo com Sérgio, o maior desafio é não tratar a educação à distância como uma transmissão de conhecimento. "É importante desenvolver o pensamento crítico, o debate, a interação com outros alunos e, principalmente, a constante interação com o professor".
Ele afirma também que o ensino à distância é um processo de descentralização dos centros de transmissão de conhecimento. "Mas essa descentralização exige uma responsabilidade de se repensar a sala de aula virtual e formar uma teia de ferramentas que envolva e desenvolva o aluno ".
Para vencer esses desafios, é preciso criar vários ambientes de aprendizagem dentro do universo online e acompanhar o aluno na sua análise do conteúdo. "Passar o conteúdo é simples, mas checar e analisar a absorção e a compreensão exige ferramentas como chat, fóruns, sessões via Skype, exercícios, trabalhos em grupo, pesquisas na própria internet. Ou seja, você tem que criar um trilho bem fechado para que o aluno não se disperse", explica Sérgio.
Regina Minini vive essa realidade do ensino à distância muito intensamente, já que é a coordenadora da Wise4U. "O maior desafio é fazer os alunos adotarem a postura de um aluno à distância, que é diferente de um aluno de aulas presenciais". Isso porque, nas aulas em sala, os professores cobram atividade e interação. "Já os alunos à distância têm que ser pró-ativos. Eu peço interação, motivo, mas eu não os vejo, então, se eles não tentam fazer contato através do Ambiente Virtual de Aprendizagem, nós não temos um diálogo", explica ela.
Para muitos, é estranho pensar que a tecnologia é ainda um problema, visto que a internet está cada vez mais presente na vida dos brasileiros. No entanto, dos mais de 190 milhões de habitantes, apenas 41,7 milhões acessam diariamente a internet, conforme dados do Ibope Nielsen, ou seja, mesmo o Brasil sendo o quinto país no mundo com maior número de conexões à internet, isso ainda é um problema. "Embora o uso do computador e o acesso à internet já esteja bem disseminado no Brasil, ainda há lugares onde grande parte da população não tem computador em casa e onde os provedores de internet são precários", diz Regina.
Apesar disso, Sérgio afirma que é hora de se adequar a esse novo momento, onde os encontros presenciais não são mais possíveis. "Acho que vivemos num mundo em movimento, em transformação. Não devemos pensar que o antes era melhor e viver no saudosismo. Temos que repensar as atitudes à luz do nosso tempo".
E, para isso, é preciso ter a consciência de mudança. "O profissional moderno deve sempre repensar suas ações, mas com responsabilidade de pesquisar e questionar criticamente. Os desafios são muitos, porque não adianta reproduzir o conteúdo presencial, ele tem que ser remodelado, reorganizado e também as ferramentas motivações, avaliação, acompanhamento e feedback", finaliza Sérgio.
Lucimara Savi